Ampliação de R$ 1 bilhão em estação de esgoto vai beneficiar 3 milhões de pessoas em Guarulhos e SP

A Sabesp prevê investir cerca de R$ 1 bilhão na ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Parque Novo Mundo, na capital paulista. Segundo o Governo de São Paulo, a obra deve beneficiar aproximadamente 3 milhões de pessoas.

A intervenção integra o programa Integra Tietê, que reúne ações de saneamento, recuperação ambiental e desassoreamento. A iniciativa busca reduzir a poluição e melhorar as condições do rio Tietê e de seus afluentes.

Moradores de Guarulhos e da capital paulista estão entre os beneficiados previstos, com a entrada em operação ampliada estimada para o primeiro trimestre de 2027. A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, visitou as obras em 14 de outubro de 2026.

ampliação da ETE Parque Novo Mundo

Além da ampliação da capacidade, o projeto prevê tecnologia de tratamento ainda não usada em outra estação da Sabesp. O Governo de São Paulo também relaciona a obra a investimentos em desassoreamento, drenagem e contenção de cheias na Região Metropolitana.

Ampliação aumenta a capacidade e prevê tecnologia Nereda

Atualmente, a estação trata esgoto para cerca de 2 milhões de pessoas. Com a obra, a capacidade passará de 2,5 m³/s para 6,2 m³/s, e a expectativa é incluir mais 1 milhão de moradores.

Em Guarulhos, a previsão abrange Bela Vista, Bom Clima, Cabuçu, Centro, Cocaia, Fátima, Gopoúva e Itapegica, além de localidades da capital paulista. O projeto inclui novos tanques com tecnologia Nereda e a modernização dos decantadores, da estação elevatória de esgoto e de outras estruturas operacionais.



O sistema Nereda emprega biomassa granular aeróbia para remover matéria orgânica, nitrogênio e fósforo em um único tanque. Segundo o Governo de São Paulo, a tecnologia pode elevar a eficiência do tratamento, reduzir o consumo de energia e o uso de produtos químicos, além de diminuir a geração de resíduos.

Investimentos em saneamento, rios e contenção de cheias

Na Região Metropolitana, o governo estadual também prevê R$ 1,2 bilhão para desassoreamento, com intervenções nos rios Pinheiros e Tietê. Outros R$ 309,9 milhões são destinados à limpeza, manutenção e operação de reservatórios de contenção de cheias.

Entre as obras e ações previstas estão R$ 153,5 milhões para o reservatório do Antonico e R$ 3,4 milhões para conter a margem esquerda do córrego Pirajuçara. O programa Rios Vivos soma R$ 730 mil em intervenções em Suzano e Guarulhos, onde foram retirados 2.912,85 m³ de material; já o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) reúne R$ 316,5 milhões em projetos de saneamento, drenagem, controle de cheias e proteção dos recursos hídricos.

Nas ações concluídas, o Rios Vivos contabiliza R$ 46,6 milhões investidos e mais de 377 mil m³ de material retirado. As obras de desassoreamento somam R$ 422 milhões, enquanto os reservatórios de contenção de cheias receberam R$ 716,6 milhões.

A programação futura inclui R$ 128 milhões para desassorear os sistemas Taiaçupeba Mirim e Oratório e o rio Tietê, além de intervenções do Rios Vivos no rio Itaim, em Ferraz de Vasconcelos. Também estão previstos R$ 74 milhões para manutenção de reservatórios, R$ 178,5 milhões para implantar o sistema de esgotamento sanitário em Mogi das Cruzes e R$ 123 milhões em novos recursos do Fehidro.



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