Flávio Bolsonaro afirmou que aceita abrir seus sigilos bancário e telefônico se Lula liberar registros ligados a um ex-chefe de gabinete, ao Instituto Lula e ao cartão corporativo do Planalto. O candidato do PL fez a declaração em um evento de campanha em Guarulhos (SP), em 21 de outubro de 2026.
A fala veio após o debate da Band, apontado como o primeiro confronto entre os dois candidatos no pleito de 2026. Lula havia desafiado Flávio a abrir seus sigilos, e o senador respondeu com condições para que a medida também alcançasse registros associados ao petista.
O ex-chefe de gabinete citado é Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Segundo a Polícia Federal, a empresária Roberta Luchsinger é investigada; Flávio também mencionou a relação dela com Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

Além da discussão sobre sigilos, o encontro em Guarulhos reuniu o governador Tarcísio de Freitas e aliados de Flávio. Os discursos abordaram a campanha presidencial, segurança pública e outros temas políticos.
As condições de Flávio para abrir seus sigilos
Durante o discurso, Flávio afirmou que aceitaria o desafio de Lula e disse que levaria a abertura de sigilos “até as últimas consequências”. Também acusou o presidente de manter patrimônio em nome de terceiros.
O candidato do PL acrescentou que Lula deveria retirar o sigilo de 100 anos relacionado ao cartão corporativo usado com Janja e liberar os registros de quem visitou o Palácio da Alvorada. As condições foram apresentadas como parte da resposta ao desafio feito pelo petista.
A campanha de Flávio protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as mesmas condições mencionadas pelo candidato. No discurso, ele também disse: “Minha vida é um livro aberto”.
Evento em Guarulhos reúne aliados e discursos de campanha
Antes de Flávio discursar, o governador Tarcísio de Freitas, reeleito em primeiro turno, chamou os aliados para rezar um Pai-Nosso. O público também cantou o louvor Hino da Vitória, da cantora Cassiane, ao longo do encontro em Guarulhos.
Guilherme Derrite, senador eleito pelo PP-SP e cotado por aliados de Flávio para o Ministério da Segurança Pública, voltou a defender a redução da maioridade penal de 18 para 14 anos. Ele também afirmou que um eventual governo de Flávio acabaria com o crime organizado no Brasil.
O prefeito Lucas Sanches disse que a parceria com Tarcísio e Flávio poderia contribuir para o desenvolvimento da cidade, especialmente no transporte e nas conexões com a capital. Já a deputada federal Rosana Valle (PL-SP) criticou, sem citar o nome de Erika Hilton (PSOL-SP), a presidência da Comissão da Mulher na Câmara e afirmou que a parlamentar “não é uma mulher real”.
A agenda em São Paulo foi a última de Flávio no estado; para o sábado, 24 de outubro, estavam previstos atos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, havia 33,5 milhões de eleitores com situação regular no estado, e Guarulhos, segundo maior colégio eleitoral paulista, reunia quase 1 milhão de votantes.


